Vamos lá galera! Segue os termos desconhecidos e objetivos deste caso: TERMOS DESCONHECIDOS= 1: Sibilância basilar bilateral; 2: B-agonistas; 3: Restrição leve e diminuição da capacidade de difusão. OBJETIVOS= 1: Caracterizar os vermes que fazem ciclo pulmonar (de Loss); 2: Relacionar possíveis doenças transmitidas pelos suínos; 3: Estudar a epidemiologia das parasitoses na região Norte; 4: Investigar causas de urina leitosa; 5: Compreender o teste de função pulmonar; 6: Analisar o resultado dos exames e traçar hipóteses diagnósticas.
PESSOAL, encontrei um negocio super bacana. No NEVES tem falando o seguinte: as larvas quando migram para os alvéolos podem gerar sintomas pneumônicos, febre, dispneia e eosinofilia.
Tô colocando isso porque lembro que na sala a gente meio que deduziu que não era bactéria pela ausência dos calafrios e que era verme porque era verme (se eu esqueci alguma coisa, falem).
Enfim, as caracteristicas apresentadas pelo paciente se encaixam perfeitamente com as ocasionadas pelos helmintos que apresentam ciclo pulmonar.
Outra coisa: achei que existem dois tipos de ASCARIS, o lumbricoides e o suum. Esse último é parasita do intestino delgado de SUÍNOS enquanto o primeiro é de humanos. A questão é que pode haver infecção cruzada e um verme contaminar o hospedeiro do outro verme o que pode indicar a maneira como o paciente se contaminou.
Outra coisa do Ascaris é que ele tem esse ciclo pulmonar o que direciona ainda mais o quadro do paciente pra lombriga.
Vocês acharam alguma coisa de verminose com urina leitosa?
URINA LEITOSA (QUILÚRIA) Quilúria é o termo clínico usada para urina leitosa, ele pode ser causada pela ruptura de vasos linfáticos, e está normalmente associada a bancroftose, cujo agente etiologia é a Wuchereria bancrofti. Outra doença associada é a tuberculose, mal formação linfática e traumatismo abdominal também podem causa quilúria. A urina passa a ter grande concentração de proteínas, principalmente fibrinogênio e imunoglobulina é que causa perda de peso. O diagnóstico de quilúria é feito pela presença de linfócitos (análise de sedimento urinário). Também pode ser observado presença de microfilárias durante a sedimentoscopia no caso de uma infecção ativa. Através de ultra-sonografia pode observar-se calcificações dependendo do padrão pode se fazer diagnóstico diferencial entre bancroftose e tuberculose. No caso da bancroftose, as calcificações causadas por vermes mortos segue o trajeto dos vasos linfáticos renais, já na tuberculose as calcificações são pleomórficas incluindo padrões, granulares, amorfos ou lobulares, pode também ser vista como uma opacificação mal definida. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007 Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
FILARIÓSE Manifestações clínicas: Mais raro é a eosinofilia pulmonar tropical devido à hiper-reatividade imunológica. Tendo em vista que o paciente passou a apresentar os sintomas após ter chegada em Pernambuco, é bem provável que ele tenha contraído a doença aqui, visto que em Pernambuco ainda há alta incidência de casos de filarióse. Já o Pará região de onde ele veio teve uma estagnação recente no número de transmissões. Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/filariose.pdf Porém encontrei também que o período de incubação do verme é de 9 a 12 meses. E é uma doença de progressão lenta seus primeiros sintomas sendo causados por processos inflamatórios. Fonte: http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=106&sid=8 Pode ser uma doença assintomática ou ter como sintomas angio e linfoadenopatia. Sendo sintomática pode observar manifestações pulmonares do tipo asmatiforme além de eosinofilia Filariose em crianças asmáticas no Recife Fonte: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/877.pdf
TESTE DE FUNÇÃO PULMONAR O teste de função pulmonar na realidade incluiu vários outros testes, como: Espirometria: mede a capacidade vital lenta e a forçada. Capacidade de difusão: avalia a capacidade de difusão do monóxido de carbono, é medida por respiração única e sustentada de uma mistura gasosa especial. Pressões respiratórias máximas: reflete a força dos músculos respiratórios. Pico de fluxo respiratório (PFE): é utilizado no diagnóstico de asma. Teste de bronco-provocaçao: indicado quando a espirometria é normal mas há possibilidade de: asma de início recente ou tosse ou dispnéia crônica sem causa aparente ou sibilância ou aperto no peito repetidos. Oximetria: permite estimativa da saturação de oxigênio através da análise de absorção da luz pela hemoglobina durante sua passagem pelo leito capilar. Fonte: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/090.pdf
A quilúria pode estar relacionada com a dieta tendo em vista que a proporção de quilomícrons e proteínas no volume de diurese pode deixar a urina ligeiramente turva.
ANTIBIÓTICOS BETA-AGONITAS São indicados no tratamente de asma e de doença pulmonar obstrutiva crônica. Seu mecanismo de ação inclui relaxamento das musculatura das vias respiratórias, isso ajuda a diminuir o sintoma de sibilância e falta de ar. Não é usado para as crises súbitas de falta de ar.
Fonte: Alerta SNVS/Anvisa/GFARM nº 2, de 24 de fevereiro de 2010
NÍVEL DE IgE O nível de IgE é proporcional a extensão e gravidade de casos de alergia. Portanto, asma deve refletir um alto nível de IgE. Porém outros fatores como: parasitoses, infecções e tabagismo, podem elevar a IgE, ela não deve ser sempre associada a processos alérgicos. Para Hamilton e Adkinson, valores superiores a 333 kU/L estão consistentemente associados à presença de atopia (alergia). Em indivíduos não alérgicos na faixa etária de 25-29 anos o valor normal e cerca de 30UI/mL, já em paciente alérgicos esse valor é de cerca de 300UI/mL.
IgE sérica total em atópicos e não-atópicos na cidade de Porto Alegre Fonte: http://www.scielo.br/pdf/ramb/v46n2/2835.pdf
Desde já, peço desculpas pelo não comparecimento ao fechamento do último caso e abertura deste. Eu até estive na faculdade no dia a abertura às 7h30 da segunda feira, no entanto, a discussão só começou às 8h30. Neste horário eu tive que me ausentar da discussão, pois iria realizar um ato público contra a abertura da faculdade de medicina da Maurício de Nassau e a utilização do HUOC como campo de práticas pela mesma. Com relação a este assunto, podem ficar tranquilos, tivemos (eu e alguns membros do D.A. Josué) uma conversa com o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, que garantiu a inviabilidade de abrir tal faculdade neste contexto.
Como não estive presente na abertura do caso, não li o mesmo. Peço para que os coordenadores deste caso, ou alguem que tenha em mão o caso, o coloque no blog.
Desculpe-me por não ter colocado o caso, falha minha.
Aqui vai:
Um homem de 29 anos de idade, criador de suínos, proveniente de Belém e em viagem de negócios foi atendido no HUOC com história de 2 meses de tosse noturna e sibilos ocasionais com dipnéia. Ele havia chegado ao Recife há oito meses antes do início dos sintomas. Ele também relatou uma perda de peso de 2kg durante os últimos seis meses, informou que sentia-se febril em algumas ocasiões, mas não tinha tido calafrios. Ainda informou que estava preocupado pois observou que, quando urinava, principalmente após as refeições, sua urina tinha um aspecto leitoso. Um amigo médico pediu que ele fosse avaliado por um colega do HUOC, nesse momento ele estava recebendo antibióticos e beta-agonistas inalados por suposto diagnostivo de asma. A história médica passada era, em geral normal.O exame físico revelou sibilância basilar bilateral. As investigações iniciais de laboratório revelaram contagem de eosinófilos de 5.680/mL e IgE de 381 IU/mL. O teste de função pulmonar revelou restrição leve e diminuição da capacidade de difusão.
“Basilar Lateral” refere-se a uma região do pulmão. A traquéia se bifurca em brônquios principais direito e esquerdo. Os brônquios principais se dividem em brônquios lobares (secundários), dois á esquerde e três à direita. Os brônquios lobares são divididos em brônquios segmentares (terciários), dando uma ideia de raiz. Basilar lateral é uma destas subdivisões terciárias. O Keith Moore (páginas 115 e 116) traz com clareza estas subdivisões.
Sibilo refere-se a um ruído agudo encontrado na ausculta pulmonar, semelhante a um assobio ou chiado. O mecanismo fisiopatológico do sibilo é o estreitamento das vias aéreas quase ao ponto de se fecharem. Durante a passagem do ar, as paredes do local estreitado vibram produzindo o ruído. Quanto maior a velocidade da passagem do ar, mais agudo será o som produzido. As principais causas de sibilo são: broncoespasmo, edema de mucosa, grande quantidade de secreção e compressão dinâmica das vias respiratórias.
Relacionando com o caso, é possível que a sibilância seja ocasionada por obstrução parcial das vias respiratórias por algum verme de ciclo pulmonar.
Referências Bibliográficas:
MOORE, Keith L.. Anatomia Orientada para a Prática Clínica. 5ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
PORTO, Celmo Celeno. Exame clínico: bases para a prática médica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2004.
NATALIA DINIZ Acrescentando a o comentário de Pâmela sobre a filariose e quilúria ,de acordo com o guia de vigilância epidemiológica e eliminação da Filariose linfática de 2009, nas Américas, o Brasil é um país com foco de transmissão ativa. No guia cita-se também que Belém do Pará e Maceió eram recentemente focos ativos mas que tiveram interrupção da transmissão da parasitose. Em compensação é detectada transmissão ativa somente em Recife e suas cidades da região metropolitana que é para onde o criador de suínos viajou. A quiluria como já foi citado resulta da ruptura de vasos linfaticos dilatados com extravasamento da linfa; Como ha perda proteica, isso é associado a fraqueza e perda de peso. A quilúria também pode ocorrer alem do que pamela citou por gravidez e tumores neoplásicos.
Encontrei um artigo muito interessante e completo, falando sobre as doenças transmitidas por suínos. Ele extenso, mas é bem didático. Selecionei as partes mais importantes.
Até o momento existem mais de 40 zoonoses relatadas envolvendo suínos, sendo algumas de etiologia bacterianas ou viral e outras parasitárias. No primeiro grupo estão a meningite estreptocócica, influenza, micobacterioses, brucelose, erisipela, leptospirose e salmonelose. As parasitárias incluem a triquinelose, tungíase, toxoplasmose e cisticercose. Existem outras zoonoses de importância relativamente menor no nosso meio, como as causadas por Bacillus anthracis, Clostridium perfringens, Cytomegalovirus, Pasteurella multocida, Brachyspira pilosicoli, Staphylococcus spp. e Yersinia spp.
Meningite Estrepocócica No homem, a meningite estreptocócica é considerada uma doença profissional, atingindo, geralmente, pessoas que trabalham em contato direto com suínos (veterinários, produtores, açougueiros, trabalhadores de frigoríficos). As manifestações mais comuns em humanos são a meningite, seguida por septicemia e endocardite.
Influenza Suína A influenza, também conhecida como gripe suína, é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, que é causada por um vírus da família Orthomyxoviridae do tipo A. pessoas em contato com suínos podem infectar-se com SIV.
Micobacterioses são infecções que provocam lesões granulomatosas, localizadas principalmente, nos linfonodos mesentéricos e da cabeça.A infecção causada pelo complexo Mycobacterium avium, tem interesse especial devido ao aumento de isolamento deste agente em pacientes infectados com o vírus HIV. Nestes pacientes, pode causar uma enfermidade pulmonar crônica, linfadenite e disseminação hematógena, podendo afetar outros tecidos
Brucelose O homem se contamina através do contato direto com animais infectados ou indiretamente, através da ingestão de produtos de origem animal ou, mais raramente, por inalação de aerossóis. A brucelose suína tem um risco proporcionalmente maior que a brucelose bovina, pois apresenta um maior grau de patogenicidade para humanos. É uma enfermidade septicêmica, que começa de forma brusca, manifestando-se com febre contínua ou intermitente, com calafrios e suadores. Cursa com sintomatologia nervosa, como irritação, nervosismo e depressão. Os sintomas mais comuns em humanos são insônia, impotência sexual, constipação, anorexia e dores generalizadas.
Erisipela A erisipela, também conhecida como ruiva, é uma enfermidade do tipo hemorrágica, causada pela bactéria Erysipelothrix rhusiopathiae, um bacilo gram-positivo, que provoca septicemia aguda ou subaguda e lesões crônicas proliferativas. A penetração do agente ocorre pela ingestão de alimentos ou água contaminados, bem como através de ferimentos na pele. Em humanos, E. rhusiopathiae causa o erisipelóide, uma lesão eritematosa e edematosa de pele, localizada, ocorrendo geralmente nas mãos e dedos, podendo haver inflamação nas articulações da região.
Leptospirose A leptospirose é uma importante zoonose ocupacional, especialmente para produtores e pessoas que trabalham diretamente no abate de suínos. Durante o período de leptospiremia, o humano apresenta febre, mialgias, conjuntivite, rigidez da nuca, náusea e vômito. Podem ser observadas petéquias na pele, hemorragias gastrointestinais, hepatomegalia e icterícia.
Salmonelose A Salmonella sp. é uma enterobactéria encontrada em diferentes espécies animais. A salmonelose é, provavelmente, a zoonose mais difundida no mundo, sendo importante por promover toxinfecções alimentares em humanos, mediadas por produtos de origem animal. Os produtos de origem suína são considerados importantes fontes de infecção de salmonela para humanos. A infecção por salmonela causa uma infecção intestinal, que se caracteriza por um período de incubação de 8 a 48 horas depois da ingestão do alimento. Os sintomas mais comuns são dores abdominais, náuseas, vômitos e diarréia.
TRIQUINELOSE A triquinelose é uma doença parasitária causada por um nematódeo, a Trichinella spiralis. A transmissão para humanos ocorre, obrigatoriamente, pela ingestão da carne crua ou mal cozida contendo larvas encistadas, que após a ingestão (4 a 6 dias) se transformam em vermes adultos no intestino do hospedeiro. As larvas liberadas pelas fêmeas atravessam a mucosa intestinal e, pela circulação, atingem, especialmente, os músculos estriados. Nesse local, tornam-se larvas infectivas maduras e após três semanas se encistam. Os vermes adultos presentes no intestino morrem e são eliminados. A doença afeta o homem, causando uma síndrome intestinal (gastroenterite inespecífica) e, após iniciada a invasão muscular, causa edema nas pálpebras superiores, mialgias, febre e calafrios. Pode haver uma forma generalizada grave, que cursa com sintomas respiratórios e neurológicos.
Tungíase A tungíase é uma ectoparasitose causada pela Tunga penetrans, um inseto hematófago pertencente à família Tungidae, conhecida popularmente como "bicho do pé". O homem adquire o parasita ao caminhar descalço em áreas contaminadas, podendo atuar como vetor. O parasita penetra na epiderme humana, preferencialmente na planta dos pés, ponta dos dedos e espaço interdigital, porém pode alojar-se em qualquer parte exposta do corpo. Ao penetrar, o parasita produz um prurido persistente, posteriormente ocasiona uma tumefação dos tecidos circundantes e dor localizada. A pele que recobre o parasita se ulcera e, com freqüência, ocorrem infecções secundárias purulentas.
Toxoplasmose A toxoplasmose é causada pelo Toxoplasma gondii. No homem, a infecção em geral é subclínica. A toxoplasmose pode ser congênita ou adquirida, sendo que a primeira é a mais grave. A toxoplasmose congênita inicia com uma parasitemia, passando a uma infecção generalizada que pode provocar aborto ou nascimento prematuro. Alguns bebês manifestam encefalite nos primeiros dias após o nascimento. A toxoplasmose adquirida geralmente é menos grave. Possui manifestações variadas, sendo que a forma mais comum é uma linfadenopatia, acompanhada ou não de febre. Em geral o paciente recupera-se espontaneamente. A forma mais grave causa febre, erupção máculo-papular, mialgias, pneumonia, miocardite, miosite e meningoencefalite. Esta forma tem sido observada com maior freqüência em pacientes imunodeprimidos, sendo rara nos demais grupos infectados. Por outro lado, a forma ocular da toxoplasmose pode atingir índices muito elevados em algumas regiões geográficas, caracterizando-se por retinites progressivas que podem levar à cegueira.
Cisticercose Esta infecção do suíno é causada pela Taenia solium. Uma crescente incidência de cisticercose no Brasil tem sido observada, o mesmo fenômeno tem ocorrido em todo o mundo. Nos Estados Unidos era uma enfermidade rara 15 anos atrás, hoje, é a parasitose mais freqüente do sistema nervoso. O homem é o hospedeiro definitivo da T. solium, albergando o parasita adulto no intestino, que libera proglotes grávidos nas fezes. A ingestão dos proglotes, contendo ovos, pelo suíno (hospedeiro intermediário) é que dá origem à infecção. No intestino do animal, os ovos são rompidos e as larvas liberadas migram nos tecidos musculares, fixando-se no tecido conjuntivo intermuscular, onde são envolvidas por uma cápsula adventícia, fechando o ciclo do parasita. Ao comer carne crua ou mal passada dos suínos, que contenha os cisticercos, o homem passa a desenvolver a doença chamada Teníase, também conhecida por "solitária", porque geralmente é causada por uma tênia só. A teníase é uma doença que muitas vezes passa desapercebida. Em alguns casos pode haver vômitos, mal-estar gástrico e gases, que são sintomas comuns a outras enfermidades. Três meses após a ingestão do cisticerco, a tênia já localizada no intestino delgado do homem, começa a soltar proglotes com ovos que são eliminados nas fezes completando o ciclo do parasita. No meio ambiente, estes ovos, dependendo da temperatura e umidade, podem continuar viáveis por até 300 dias. A tênia pode viver por mais de 8 anos no intestino do homem, contaminando o meio ambiente onde caírem as suas fezes. As fezes se ressecam com o sol, os ovos ficam mais leves que o pó e são levados pelo vento a grandes distâncias. Dessa forma contamina as pastagens, hortas ou rios e lagoas, cujas águas podem ser utilizadas para beber ou irrigar plantações. O homem com teníase pode se autocontaminar com os ovos, ao não fazer corretamente a higiene após evacuar e levar a mão à boca, ou praticando o sexo oral, já que os ovos podem permanecer na região perianal. Nestes casos o humano desenvolverá a cisticercose, pois atuará como hospedeiro intermediário. Na cisticercose, os ovos, após ingeridos, vão para o estômago e o intestino delgado, onde os sucos gástricos e pancreáticos dissolvem a sua camada superficial, liberando os embriões. Estes se fixam nas vilosidades intestinais, onde permanecem por 4 dias. A seguir, perfuram a parede intestinal e caem nos vasos sangüíneos, sendo distribuídos pelo corpo todo. No humano, a grande maioria fixa-se no cérebro, causando a chamada neurocisticercose. É a forma mais grave, pois causa crises convulsivas, hipertensão craniana (dores de cabeça, vômitos, etc.) e hidrocefalia. Outras localizações além do sistema nervoso são o coração, olhos e músculo, sendo estas as mais comuns em suínos, não causando sintomas importantes.
Referência: Ana Maria Jung Vargas, Fernando Bortolozzo, Ivo Wentz e Marisa Cardoso - A importância dos Suínos na transmissão das Zoonoses. http://www.suinoculturaemfoco.com.br/fd/
Estudos revelam que os vermes que tem ciclo pulmonar, como Ascaris lumbricoides (que causa a Ascaridíase, e, conhecidas como “lombrigas”), Ancilostoma (conhecida popularmente como“amarelão”), e, Strongiloides (causando a Estrongiloidíase) podem provocar ou agravar crises alérgicas, principalmente pulmonares causando tosse, broncoespasmo, e, dispnéia (dificuldade em respirar). Nos quadros de estrongiloidíase grave (hiperinfecção), por exemplo, pode ser observada na radiografia de tórax até a cavitação (cavidade no pulmão). No estágio larvário, Ascaris lumbricoides ,na sua passagem pelos pulmões, pode provocar, infecções moderadas que por vezes podem evoluir causando tosse, febre, dispnéia, dor torácica, roncos, e sibilos. Resumo do ciclo da Ascaris lumbricoides (“lombrigas”) no organismo humano: Ovos embrionados (ingestão)-> Intestino delgado: eclosão -> larva (aeróbia)-> Vasos sanguíneos e linfáticos -> Fígado -> Coração -> Pulmão -> Traquéia e laringe (deglutição)-> Estômago -> Intestino (jejuno e íleo)-> Ovos -> Fezes.
Referência: Asma X Verminoses Prof. Edilberto Antonio Souza de Oliveira
É interessante notar que o Ascaris passará pelos vasos linfáticos, será que essa sua passagem não pode ocasionar a ruptura de vasos linfáticos e promover a quilúria como Pamela postou?
A Ancilostomose é uma helmintíase que pode ser causada tanto pelo Ancylostoma duodenale como pelo Necatur americanus, Ancylostoma braziliensis, Ancylostoma canimum, e, Ancylostoma ceylanicum. Quando os indivíduos andam descalços nestas áreas, as larvas filarióides penetram na pele, migram para os capilares linfáticos da derme e, em seguida, passam para os capilares sangüíneos, sendo levadas pela circulação até o coração e, finalmente, aos pulmões. Nos pulmões podem provocar tosse, e, pneumonia eosinofílica também conhecida como Síndrome de Loeffler onde ocorre infiltrados pulmonares com eosinofilia (aumento dos eosinófilos na corrente sangüínea). Depois, perfuram os capilares pulmonares, e, as paredes dos alvéolos, migrando pelos bronquíolos e chegam à faringe. Em seguida, descem pelo esôfago e alcançam o intestino delgado, onde se tornam adultas.
NATALIA DINIZ A larva do Ascaris lumbricóides quando livre no TGI , penetra ativamente pela mucosa do ceco atingindo a circulação venosa e desta chegando aos pulmões9(ciclo indireto ou pulmonar). O ciclo direto é aquele em que a larva não deixa a luz intestinal.A passagem das larvas pelo pulmão geralmente é assintomática mas pode gerar uma pneumonite de hipersensibilidade que manifesta – se com tosse irritativa, dispnéia, broncoespamo e eosinofilia. Esse quadro é conhecido como síndrome de Löefler. http://www.cives.ufrj.br/informes/helmintos/hel-0ya.pdf
NATALIA DINIZ A EPT( eosinofilia pulmonar tropical) caracteriza-se clinicamente por uma peculiar bronquite asmatiforme (crise de tosse noturna não produtiva ou acesso de asma brônquica), que ocorre em áreas endêmicas de filariose. A EPT está sempre acompanhada por eosinofilia elevada. Outros helmintos como Ascaris lumbricoides podem induzir síndrome pulmonar com eosinofilia. Artigo de MARIA ELIETE PINHEIRO AVALIAÇÃO RENAL DE PACIENTES PORTADORES DE FILARIOSE BANCROFTIANA
NATALIA DINIZ B- adrenégicos. Os receptores beta são receptores pós-sinápticos da adrenalina que estão em diversas partes do corpo.Existem 3 tipos beta 1, 2 e 3.A ativação dos receptores adrenérgicos beta-2 inibe a contração(induz o relaxamento) do músculo liso brônquico.São broncodilatadores. Os de longa duração são aconselhados com a terapêutica com corticosteróides ou como tratamento regular em asma de grau ligeiro a moderado e com sintomas noturnos.Os de curta duração são utilizados em crise agudas de asma. Os 2-agonistas de longa duração são capazes de produzir broncodilatação de intensidade semelhante aos anticolinérgicos.Não são antibióticos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Receptores_betaa lisa bronquial. Existem três tipos a saber: beta-1, beta-2 e beta-3; http://www.infarmed.pt; http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-35862000000300005&script=sci_arttext
Completando comentário de Pamela A elevaçào de níveis séricos de IgE é devido a possível Asma ou à infecção de um possível parasita? Na contagem geral, eosinófilos e níveis séricos de IgE total são elevados em doenças alérgica. No entanto, outros fatores têm um impacto sobre os níveis totais de IgE, como uma infecção crônica parasitária, principalmente por geohelmintos, que estimulam a produção de IgE policlona. Isso pode ser determinada por exame parasitológico de fezes e pela medição dos níveis de IgE anti-áscaris, que são importantes para a prática clínica diária. Foi observado que a síntese de IgE policlonal pelos helmintos intestinais pode reduzir a reatividade alérgica em populações com altas taxas de infecção parasitária, o que representa uma possível explicação para a hipótese da higiene em doenças alérgica. Possivelmente essa elevada taxa de IgE (381 UI/ml), acima inclusive do pressuposto para alérgicos ( 300 IU/ml) ,como disse Pâmela no seu sexto comentário, deva-se em parte pela presença de alguma parasito e em parte à presença de Asma, não devendo essa ser descartada, podendo até ser a doença primária. Total IgE level in respiratory allergy: study of patients at high risk for helminthic infection. J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.4 Porto Alegre July/Aug. 2006. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000500005&tlng=en
Respondendo a quinta postagem de Nathalia.... Completando o comentário de Pâmela com a mesma referência:
A quilúria é normalmente classificada como tropical (ou parasitária) e não tropical (ou não parasitária). Normalmente, o termo "tropical" é usado como sinônimo de quilúria determinada pela filariose bancroftiana, que é endêmica em mais de 80 países e acomete cerca de 100 milhões de pessoas. . Cerca de 80% a 90% da gordura da dieta é absorvida pelos linfáticos lácteos do intestino na forma de quilomícrons, o que confere o aspecto leitoso à linfa e, conseqüentemente, à urina que contém essas partículas após rompimento daquela como já foi exposto. A porta de entrada dos embriões no sistema excretor urinário, no entanto, pode não se fazer diretamente através da linfa extravasada, mas sim pela contaminação sangüínea da urina. Estes parasitos habitam o sangue! Pode haver a ruptura dos vasos sangüíneos da parede vascular linfática e conseqüente hematúria gerando a coexistência da microhematúria com a quilúria. Assim, as microfilárias, eventualmente presentes na urina quilosa, podem ser originadas de vermes adultos localizados em regiões do corpo distantes do local da fistulização e não por parasitos adultos que porventura habitem os linfáticos nas cercanias da ruptura ou em ducto torácico. Em outras palavras, embora raramente, o paciente pode ser portador de infecção filarial e a sua quilúria ter uma outra causa. Portanto, Nathália, pode ser que esse paciente tenha a quilúria devido a filariose(ou não, mesmo sendo infectado por esse parasita) e não devido a ascaris se analisarmos apenas esse sintoma clínico. Mas a questão do Ascaris é pertinente.
Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007 Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
Macroscopicamente, a urina quilosa pode ter um aspecto idêntico ao do leite, ser apenas esbranquiçada ou ser ligeiramente turva, na dependência da proporção do conteúdo de quilomícrons e de proteínas em relação ao volume da diurese. Em alguns casos, na urina coletada pode ser percebida uma camada mais superficial de gordura. Em outras situações que simulam quilúria, como na piúria e na fosfatúria, a urina pode, também, apresentar-se com uma aparência leitosa ou turva. O diagnóstico diferencial com essas manifestações é feito através da observação, por alguns minutos, da urina recém-eliminada em um recipiente transparente. Na urina quilosa, não ocorre a decantação, que permite a formação de um sobrenadante mais límpido, com um aspecto próprio de urina normal, enquanto que, tanto na piúria como na fosfatúria, se identificam, distintamente, um sobrenadante de urina normal e um depósito ou sedimento, geralmente brancacento. O coágulo proteináceo pode ser branco/transparente ou branco/opaco e pode conter hemácias na sua malha de fibrina. Ele pode ser formado, in vivo, na bexiga, quando o paciente passa períodos de tempo longos sem urinar, devido, em particular, à pequena ingesta de líquidos e, ex-vivo, quando a urina quilosa é deixada em repouso8. Se a hematúria for macroscópica e intensa, a cor branca ou o aspecto brancacento da urina pode ser mascarado. No entanto, caso não ocorra hemólise importante, poderá se visualizar o aspecto que caracteriza a urina quilosa. Independentemente da etiologia, o diagnóstico de quilúria é confirmado pela identificação de linfócitos e não de lipídios, uma vez que lipidúria pode ter outras etiologias, como a síndrome nefrótica, por exemplo9. Vale ressaltar que na dependência do grau de degeneração ex-vivo dos linfócitos, os mesmos podem ser confundidos com piócitos e, desta forma, levantar falsa suspeita de infecção do trato urinário específica (tuberculose renal) ou inespecífica.
Definição: Som semelhante a um assobio agudo, produzido pelo ar que flui por vias respiratórias estreitadas. Estertores são sons respiratórios anormais ouvidos por meio de um estetoscópio. Roncos são sons respiratórios anormais ouvidos com esse aparelho e que se assemelham aos ruídos do ronco noturno. Veja também sons respiratórios anormais.
Considerações gerais: A importância clínica do sibilo reside no fato de ele ser um indicador de dificuldade respiratória. Numa criança com infecção respiratória esse sinal pode ocorrer antes que a falta de ar seja percebida.
O sibilo é mais evidente na expiração, embora também possa aparecer na inspiração e expiração.
Esse sinal tem origem nos tubos brônquicos (canais respiratórios profundos localizados no tórax), ao contrário dos sons da tosse do crupe, da coqueluche e aqueles emitidos pelo bebê, provenientes da traquéia e da laringe (caixa de voz situada no pescoço).
Causas comuns:
asma bronquiectasia bronquiolite bronquite doença do refluxo gastroesofágico infecção viral, especialmente em crianças menores de 2 anos pneumonia enfisema (DPOC), especialmente quando associada a uma infecção respiratória tabagismo picadas de insetos que provoquem uma reação alérgica medicamentos - muitos asmáticos manifestam sibilos após a ingestão de aspirina inalação de substância estranha para o interior dos pulmões rinite alérgica alergias (incluindo as de natureza alimentar) tuberculose (TB) Obs.: pode haver outras causas para o sibilo. Esta lista não menciona todas elas e sua apresentação não está em ordem de probabilidade. As causas deste sintoma podem incluir, indiferentemente, doenças e medicamentos. Além disso, essas causas podem variar com base na idade e sexo da pessoa afetada, assim como nas características específicas do sintoma como: localização, qualidade, duração, fatores agravantes, fatores de alívio e queixas associadas. Utilize a opção Análise de Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência do sibilo, seja isolado ou combinado com outros problemas.
Nomes alternativos: ruído sibilante Definição: Som semelhante a um assobio agudo, produzido pelo ar que flui por vias respiratórias estreitadas. Estertores são sons respiratórios anormais ouvidos por meio de um estetoscópio. Roncos são sons respiratórios anormais ouvidos com esse aparelho e que se assemelham aos ruídos do ronco noturno. Veja também sons respiratórios anormais.
Considerações gerais: A importância clínica do sibilo reside no fato de ele ser um indicador de dificuldade respiratória. Numa criança com infecção respiratória esse sinal pode ocorrer antes que a falta de ar seja percebida.
O sibilo é mais evidente na expiração, embora também possa aparecer na inspiração e expiração.
Esse sinal tem origem nos tubos brônquicos (canais respiratórios profundos localizados no tórax), ao contrário dos sons da tosse do crupe, da coqueluche e aqueles emitidos pelo bebê, provenientes da traquéia e da laringe (caixa de voz situada no pescoço).
Causas comuns:
asma bronquiectasia bronquiolite bronquite doença do refluxo gastroesofágico infecção viral, especialmente em crianças menores de 2 anos pneumonia enfisema (DPOC), especialmente quando associada a uma infecção respiratória tabagismo picadas de insetos que provoquem uma reação alérgica medicamentos - muitos asmáticos manifestam sibilos após a ingestão de aspirina inalação de substância estranha para o interior dos pulmões rinite alérgica alergias (incluindo as de natureza alimentar) tuberculose (TB) Obs.: pode haver outras causas para o sibilo. Esta lista não menciona todas elas e sua apresentação não está em ordem de probabilidade. As causas deste sintoma podem incluir, indiferentemente, doenças e medicamentos. Além disso, essas causas podem variar com base na idade e sexo da pessoa afetada, assim como nas características específicas do sintoma como: localização, qualidade, duração, fatores agravantes, fatores de alívio e queixas associadas. Utilize a opção Análise de Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência do sibilo, seja isolado ou combinado com outros problemas.
Bibliografia: Revista da Associação Médica brasileira - Chyluria - Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007. doi: 10.1590/S0104-42302007000500025. ARTIGO DE REVISÃO. Quilúria. Chyluria Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - Principal www.sbpt.org.br
Nas infecções parasitárias, o aumento das concentra- ções de IgE ocorre durante as fases metazoárias, com aparente associação entre níveis crescentes de invasão do tecido e níveis crescentes de IgE. Os parasitas mais comuns associados com o aumento dos níveis de IgE incluem a larva migrans visceral (Toxocara canis), capilar íase intestinal (Capillaria philippinensis), esquistossomose, ancilostom íase e equinococose. O aumento nas concentrações de IgE resulta da produção tanto de IgE específica aos parasitas quanto de IgE inespecífica. Um mecanismo proposto para explicar o aumento nos níveis totais de IgE é a secreção, por parasitas, de fatores que estimulam a produção de IL-4, levando ao aumento dos níveis de IgE. Não está claro se o aumento na produção de IL-4 também pode promover a produção de IgE especí- fica contra alérgenos comuns, porém é concebível que isso possa ocorrer, pelo menos em alguns pacientes. Quando a doença parasitária intestinal é tratada com sucesso por meio de drogas antiparasitas, observou-se que os níveis séricos de IgE diminuem consideravelmente com o tempo. Contudo, quando anticorpos IgE antiparasita coexistem com anticorpos IgE antialergênicos, o efeito da diminui- ção nos níveis de IgE antiparasita e IgE total sobre as manifestações da alergia respiratória é variável e ainda controverso.
Sabendo que o valor normal para leucocitos é entre 5.000 e 10.000 sendo 60 à 65% de neutrófilos observa-se que no paciente esse valor esta acima do normal, caracterizando eosinofilia.
Li em outro artigo que eosinofilia é característico de parasitoses, não só as intestinais,na realidade essa relação é até mais evidente com parasitoses não intestinais. Esse artigo faz uma média de quanto deve-se aumentar em relação ao tipo de parasitose: 1. Ascaridíase: 5 à 33& dependendo do estudo 2. Amebíase: bem elevado 3. Estrogiloidíase: 10 à 60% 4. Tricocefalose: até 8% 5. Oxiuríase: 4 à 16% 6. Teníase: 10 à 34% 7. Ancilostomíase: 5 à 72%
Infelizmente acho que esses dados não ajudam muito já que a variação da taxa normal é bem ampla, e a variação de acordo com as parasitoses. Mas, é interessante.
Achei legal saber quais exames solicitar em casos de paciente com quilúria. Primeiramente temos o sumário de urina como exame de tiragem é nele pode-se evidenciar um grande número de células mononucleares (linfócitos), hematúria e a constante presença de proteinúria. Temos ainda a proteinúria de 24h como um exame complementar importante, para dimensionar a perda protéica, entre outros motivos. Apesar da quilúria, isoladamente, não ser acompanhada de alteração da função renal, um clearence de creatinina deve constar do protocolo de investigação. A associação desta manifestação com um clearance alterado deve servir de alerta para a necessidade de uma investigação adicional de outras doenças associadas. Além disso, a ultra-sonografia do abdome total também deve fazer parte da investigação de triagem no portador de quilúria. É importante solicitar a pesquisa de microfilária, quando negativo podemos solicitar a ultra-sonografia do conteúdo escrotal (para avaliar a bancroftose). É importante notar que a ultra-sonografia tem se mostrado um exame importante no diagnóstico de algumas infecções, permitindo, algumas vezes, a visualização dos vermes adultos vivos de W.bancrofti, o que ficou conhecido pelo "Sinal da Dança da Filária" ou SDF. A realização de outros exames adicionais depende de aspectos epidemiológicos, dados da anamnese e achados do exame físico.
Seguindo o raciocínio da filariose... Em áreas endêmicas o diagnóstico clínico de Filariose Linfática, relaciona febre associada à adenolinfangite, alteração pulmonar, eosinofilia e altos níveis de IgE, quando o paciente apresenta tais fatores podemos começar a pensar em EPT (eosinofilia pulmonar tropical-como já foi citado por Diniz), que nada mais é do que uma resposta imunológica aos antígenos filarias, que pode levar ao aparecimento de abscessos eosinofílicos com microfilárias e posterior aparecimento de fibrose intersticial crônica nos pulmões, comprometendo a função do órgão. No nosso caso o paciente informou que se sentia febril em algumas ocasiões e, além disso, ele apresenta eosinofilia, aumento do nível de IgE e alterações pulmonares, fatos que fortalecem a suspeita clínica de uma Filariose Linfática.
Em relação ao diagnóstico laboratorial da Filariose Linfática: O melhor método é pesquisa de microfilárias no sangue periférico, coletando à noite (22 as 02 horas) devido a periodicidade das microfilárias. As técnicas são: Gota espessa, método de Knott, filtração em membrana de policarbonato de 5 micra, coloração pelo Giemsa. Os testes sorológicos para pesquisa de anticorpos não são adequados para bancroftose, pois não permitem distinguir indivíduos parasitados daqueles já curados ou aqueles não-infectados, mas constantemente expostos a antígenos do parasito na área endêmica, além disso, pode ocorrer uma reação cruzada com os anticorpos no soro de pacientes infectados com outros helmintos. Sendo assim, a detecção de anticorpos circulantes não é recomendada para o diagnóstico da bancroftose, sendo substituída pela pesquisa de antígenos circulantes de Wuchereria bancrofti, geralmente utiliza-se para pesquisa de antígenos a técnica ELISA. Uma vantagem da detecção de antígenos é que, como seus níveis permanecem constantes na circulação, o sangue para o diagnóstico pode ser colhido durante o dia. Temos ainda a avaliação pela PCR e o uso da ultra-sonografia.
FONTE: Parasitologia Humana - Neves http://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&id=00008801&lng=pt&nrm=iso
A periodicidade Uma característica peculiar do parasito da filariose é a periodicidade noturna de suas microfilárias (forma que também é conhecida como embrião) no sangue periférico do hospedeiro humano; durante o dia, essas formas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões, e, durante a noite, aparecem no sangue periférico, apresentando o pico da microfilaremia em tomo da meia-noite, decrescendo novamente no final da madrugada. Por isso que a pesquisa de microfilárias no sangue periférico é feita preferencialmente à noite.
Pessoal, eu estou achando que a quilúria do paciente não está relacionada com a Filariose linfatica. No Neves diz que a quilúria é uma manifestação crônica da parasitose que aparece anos após o inicio dos ataques agudos, no caso o paciente não apresenta nenhuma outra manifestação que indique doença crônica. Eu acredito que o ponto chave está na eosinofilia, que pode refletir o quadro de EPT. A EPT é uma síndrome caracterizada por sintomas de asma brônquica (é o que temos no paciente). Como um dos objetivos é traçar hipóteses diagnósticas... Tá ai a minha
Resumo sobre a sintomatologia e patogenia da Filariose Linfática: - Reacões inflamatórias, com granuloma ao redor dos parasitas. - Ação mecânica, pela presença do verme no vaso linfático, levando a linfangiectasia (dilatação dos vasos linfáticos). - Ação irritativa, pelos produtos do metabolismo do verme, levando a linfangite (inflamação dos vasos) e linfadenite. - Sequência de eventos da elefantíase: linfangite, linfangiectasia, edema linfático, esclerose da derme, hipertrofia da epiderme e aumento do volume do órgão. - Pode ocorrer também linforréia (derramamento de linfa), quilúria, varizes linfáticas, náuseas, febre e dor no corpo.
A primeira teoria que explica essa alteração foi estabelecida por Prout em 1841. Ele sugeriu que os elementos lipídicos escapariam do fluxo sanguíneo via excreção renal (teoria secretória). Estudos posteriores hipotetizaram a chamada teoria obstrutiva na qual ocorreria obstrução dos vasos linfáticos entre a drenagem intestinal e o ducto torácico. Dessa forma, haveria estase com ectasia, que por sua vez aumentaria a pressão intraluminal com desvio para os linfáticos renais. Essa condição clínica pode ser assintomática ou estar associada hematúria, disúria e ruptura de vasos sanguíneos. A quilúria excessivamente prolongada pode levar a deficiência de IgG e IgA contribuindo para sérios danos imunológicos.
Gulati S, et AL. Chyluria with proteinuria or filarial nephropathy? An enigma; Parasitology International [Lancet, The] 56 (2007) 251–254
Corroborando o comentário de Natália Diniz e Jéssica sobre EPT: é a única forma clínica de bancroftose que cursa com eosinofilia periférica, cujos níveis estão geralmente acima de 2500-3000/mm cúbico, podendo chegar a 60000. Sendo assim a pesquisa de microfilária é consistentemente negativa mesmo ao analisar-se volumes maiores de sangue. Nesse contexto, a EPT é conhecida como "filariose oculta". O teste da gota espessa daria negativo então???
Filgueira N. A.[et. Al]., Condutas em Clínica Médica; 3ª edição: Medsi - cap49, pg 741 - 2004
Pessoal vejam aí um dos últimos trabalhos da Drª Gerusa Dreyer (... filária dancing!!!) sobre a elefantíase:
O paradigma de que o estágio adulto da Wuchereria bancrofti causava a obstrução do vaso linfático e desencadeava uma reação imunológica inevitável em indivíduos predispostos, provocando a elefantíase, foi substituído pela esperança de que ser infectado não mais significa, necessariamente, ser um potencial portador da forma mais deformante da disfunção linfática. A infecção bacteriana secundária de repetição (semelhante clinicamente à erisipela) é hoje reconhecida como o fator mais importante para a instalação e a progressão do linfedema crônico, nos indivíduos que vivem em áreas endêmicas de filariose linfática. Evitar ou minimizar os episódios agudos bacterianos é um processo factível para a maioria dos habitantes das comunidades endêmicas, através do uso regular de água e sabão: a forma mais simples de higiene já conhecida pelo ser humano.
Mudanças de paradigmas na filariose bancroftiana/ Paradigm shift in bancroftian filariasis; Dreyer, Gerusa [et. al.], Rev Assoc Med Bras; 55(3): 355-362, 2009.
Complementando um comentário de Pamela. O IgE é uma imunoglobulina produzida principalmente nas mucosas do trato gastrointestinal, do trato respiratório e nos linfonodos. Além de ser causada por asma, alergia, parasitoses, infecções e tabagismo, valores aumentados são encontrados também em pacientes com mieloma da IgE, doença celíaca e aspergilose.
Como durante a discussão do caso muitos acharam interessante a relação de quilúria com tuberculose. Encontrei que "Como há perda protéica, é comum a associação desse quadro com fraqueza e perda de peso. Além da FL, também podem levar ao surgimento da quilúria: traumatismos, gravidez, tumores neoplásicos, tuberculose e malformações linfáticas, sendo, portanto, importante fazer o diagnóstico diferencial." Além disso, a tuberculose pode acometer estruturas proximas aos rins ou que possam ocasionar o extravasamento da linfa levando a quilúria.
Bem, como já foi discutido muita coisa, irei fazer uma explanação bem simples da filariose (diagnóstico dado ao caso). Muitos indivíduos são infectados porém nunca desenvolvem sintomas. A doença é diagnosticada quando é detectado a presença de microfilárias no sangue periférico. Outros podem apresentar febre recorrente aguda, astenia (fadiga e debilidade generalizada), mialgias, fotofobia, urticária, pericardite, dor de cabeça e inflamação de nódulos e vasos linfáticos , com ou sem microfilaremia. Os casos crônicos mais graves são de indivíduos que apresentam hidrocele( líquidos no escroto), presença de gordura na urina (quilúria) e elefantíase de membros, mamas e órgãos genitais. Tem ainda casos de eosinofilia tropical, que é uma síndrome que se manifesta por crises de asma, com pneumonia intersticial crônica e ligeira febre recorrente, cujo leucograma registra importante eosinofilia. A forma de transmissão é pelo mosquito Culex e as microfilárias tem um período de preferência para para circular no sangue periférico (à noite, entre as 22hs e 2 hs). O período de incubação podem ser surgidas manifestações alérgicas um mês depois da infecção. No entanto, as microfilárias, em geral, aparecem no sangue periférico de 6 a 12 meses após a picada do mosquito. Já o tratamento recomendado é com a droga dietilcarbamazina (DEC).
Em áreas endêmicas (a exemplo do nosso estado), o conhecimento da situação real em termos de transmissibilidade, principalmente da prevalência e da extensão da endemia, é um parâmetro que deve estar disponível para poder se ter a real situação da doença. A interrupção precoce das campanhas de controle tem sido a principal causa do fracasso no controle da filariose linfática, assim como de muitas outras doenças, principalmente as parasitárias. Como forma terapêutica, há também um outro microfilaricida para a bancroftose - na qual provoca uma reação sistêmica - é a ivermectina (Iv), que é também um bom antiparasitário no tratamento contra Strongyloides stercoralis, Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermiculares e Larva migrans. Porém, a reação dessa droga é autolimitada, com duração de cerca de 48 horas e só ocorre praticamente na primeira tomada da droga. Já sobre a DEC, sabe-se que até o momento, é também a única droga a ter efeito comprovado sobre o verme adulto de Wuchereria bancrofti. Entretanto, a DEC tem um efeito microfilaricida menos potente que a Iv. Por isso, está sendo feito um estudo (inclusive aqui em Recife) para descrever a potencialidade e os efeitos de se fazer um tratamento a partir da combinação da DEC com Iv.
Segundo esse artigo, duas divisões são feitas para ser realizada o controle da filariose:
1.Controle da infecção (transmissibilidade)para reduzir a transmissão da infecção filarial a) tratar a população humana, o que fará descrescer a microfilaremia; b) diminuir o contato homem-vetor, usualmente pela redução da densidade de mosquitos transmissores.
2.Controle da doença (morbidade) Entender a patogenia da doença é o fator mais importante para controlar a infecção secundária da filariose, a elefantíase.
As formas de eosinofilia pulmonar podem ser definidas segundo algum ou os 2 desses critérios: infiltrado pulmonar com eosinofilia sanguínea e/ou eosinofilia tissular caracterizada por eosinófilos demonstrados na biópsia pulmonar. Sua etiologia pode ser de causa primária (idiopática) ou secundária, como drogas, parasitas, infecções por fungos e micobactérias, irradiação, toxinas, doenças pulmonares difusas, doenças do tecido conectivo e neoplasias. Em relação aos números, considera-se eosinofilia periférica quando a contagem de eosinófilos está acima de 500 células/mm³ e eosinofilia intensa quando acima de 1.000 células/mm³. Tem um dado interessante nesse artigo para nosso caso dizendo que em relação à eosinofilia pulmonar na filária não é tão eficiente pelo fato de a exposição geralmente requerer um tempo de residência na área por meses ou anos, e não apenas uma visita de poucos dias ou semanas (o paciente já está um tempo considerável numa área endêmica). Mostra também que a pneumonia eosinofílica por parasitas ocorre quase sempre durante a migração da fase larvária aos pulmões. O exame parasitológico de fezes é inicialmente negativo, justamente na fase de infiltrado pulmonar, porque nessa fase larvária os vermes ainda não são adultos e não produzem ovos.
Observa-se que há uma relação inversa entre a prevalência de doenças alérgicas (asma, riniti, dermatite atópica) e auto-imunes (esclerose múltipla e doença de Chron) e a incidência de doenças infecciosas, fato que é, principalmente, observado em países desenvolvidos. Estudos epidemiológicos revelam que a incidência de doenças alérgicas e auto-imunes obedecem a um padrão no mínimo, interessante: elas decrescem do norte para o sul no hemisfério norte e reciprocamente do sul para o norte no hemisfério sul, ou seja, acompanha o nível socioeconômico da região. Obviamente, fatores ambientais e genéticos estão envolvidos nessa caracterização. Entretanto, o down-regulation entre citocinas Th1 e Th2 parecem estar envolvidas na proteção contra essas doenças. Outro mecanismo relevante é a competição antigênica na qual a resposta imune a um antígeno é diminuída por uma resposta imune concomitante contra um antígeno não relacionado.
Scott T. Weiss, M.D; Eat Dirt — The Hygiene Hypothesis and Allergic Diseases- N Engl J Med 2002; 347:930-931
Diagnóstico parasitológico que se baseia na pesquisa de microfilária no sangue periférico no horário já explicitado. A técnica consiste em colher por punção capilar digital um 'gota espessa de sangue (20 a 100 microlitros) fixada, corada (eosina-Giemsa) e analisada em microscopia ótica. Essa técnica possibilita a visualização da bainha, fato que difere a microfilária de W. bancrofti de outros filarídeos sanguíneos. Possui um baixo custo, entretanto tem a desvantagem de possuir uma baixa sensibilidade que impede a sua utilização em situações em que o parasito se mostra com baixa microfilaremia ou amicrofilaremia. Portanto, Murilo, é muito provável que na situação que você colocou a técnica da Gota Espessa possa vir a dar negativa sim.
Vamos lá galera!
ResponderExcluirSegue os termos desconhecidos e objetivos deste caso:
TERMOS DESCONHECIDOS=
1: Sibilância basilar bilateral;
2: B-agonistas;
3: Restrição leve e diminuição da capacidade de difusão.
OBJETIVOS=
1: Caracterizar os vermes que fazem ciclo pulmonar (de Loss);
2: Relacionar possíveis doenças transmitidas pelos suínos;
3: Estudar a epidemiologia das parasitoses na região Norte;
4: Investigar causas de urina leitosa;
5: Compreender o teste de função pulmonar;
6: Analisar o resultado dos exames e traçar hipóteses diagnósticas.
Mãos à obra !
Priscila
ResponderExcluirPESSOAL, encontrei um negocio super bacana.
No NEVES tem falando o seguinte: as larvas quando migram para os alvéolos podem gerar sintomas pneumônicos, febre, dispneia e eosinofilia.
Tô colocando isso porque lembro que na sala a gente meio que deduziu que não era bactéria pela ausência dos calafrios e que era verme porque era verme (se eu esqueci alguma coisa, falem).
Enfim, as caracteristicas apresentadas pelo paciente se encaixam perfeitamente com as ocasionadas pelos helmintos que apresentam ciclo pulmonar.
Outra coisa: achei que existem dois tipos de ASCARIS, o lumbricoides e o suum. Esse último é parasita do intestino delgado de SUÍNOS enquanto o primeiro é de humanos.
A questão é que pode haver infecção cruzada e um verme contaminar o hospedeiro do outro verme o que pode indicar a maneira como o paciente se contaminou.
Outra coisa do Ascaris é que ele tem esse ciclo pulmonar o que direciona ainda mais o quadro do paciente pra lombriga.
Vocês acharam alguma coisa de verminose com urina leitosa?
Priscila
ResponderExcluirSó pra lembrar:
1-Tentem postar coisas não muito grandes e dar espaço para seus colegas complementarem vocês.
2-Tentem não fazer um auto-acréscimo de comentários, o objetivo é debater, não ver quem posta mais :).
Obrigada.
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirURINA LEITOSA (QUILÚRIA)
Quilúria é o termo clínico usada para urina leitosa, ele pode ser causada pela ruptura de vasos linfáticos, e está normalmente associada a bancroftose, cujo agente etiologia é a Wuchereria bancrofti. Outra doença associada é a tuberculose, mal formação linfática e traumatismo abdominal também podem causa quilúria. A urina passa a ter grande concentração de proteínas, principalmente fibrinogênio e imunoglobulina é que causa perda de peso. O diagnóstico de quilúria é feito pela presença de linfócitos (análise de sedimento urinário).
Também pode ser observado presença de microfilárias durante a sedimentoscopia no caso de uma infecção ativa.
Através de ultra-sonografia pode observar-se calcificações dependendo do padrão pode se fazer diagnóstico diferencial entre bancroftose e tuberculose. No caso da bancroftose, as calcificações causadas por vermes mortos segue o trajeto dos vasos linfáticos renais, já na tuberculose as calcificações são pleomórficas incluindo padrões, granulares, amorfos ou lobulares, pode também ser vista como uma opacificação mal definida.
Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirFILARIÓSE
Manifestações clínicas:
Mais raro é a eosinofilia pulmonar tropical devido à hiper-reatividade imunológica.
Tendo em vista que o paciente passou a apresentar os sintomas após ter chegada em Pernambuco, é bem provável que ele tenha contraído a doença aqui, visto que em Pernambuco ainda há alta incidência de casos de filarióse. Já o Pará região de onde ele veio teve uma estagnação recente no número de transmissões.
Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/filariose.pdf
Porém encontrei também que o período de incubação do verme é de 9 a 12 meses. E é uma doença de progressão lenta seus primeiros sintomas sendo causados por processos inflamatórios.
Fonte: http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=106&sid=8
Pode ser uma doença assintomática ou ter como sintomas angio e linfoadenopatia. Sendo sintomática pode observar manifestações pulmonares do tipo asmatiforme além de eosinofilia
Filariose em crianças asmáticas no Recife
Fonte: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/877.pdf
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirTESTE DE FUNÇÃO PULMONAR
O teste de função pulmonar na realidade incluiu vários outros testes, como:
Espirometria: mede a capacidade vital lenta e a forçada.
Capacidade de difusão: avalia a capacidade de difusão do monóxido de carbono, é medida por respiração única e sustentada de uma mistura gasosa especial.
Pressões respiratórias máximas: reflete a força dos músculos respiratórios.
Pico de fluxo respiratório (PFE): é utilizado no diagnóstico de asma.
Teste de bronco-provocaçao: indicado quando a espirometria é normal mas há possibilidade de: asma de início recente ou tosse ou dispnéia crônica sem causa aparente ou sibilância ou aperto no peito repetidos.
Oximetria: permite estimativa da saturação de oxigênio através da análise de absorção da luz pela hemoglobina durante sua passagem pelo leito capilar.
Fonte: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/090.pdf
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirA quilúria pode estar relacionada com a dieta tendo em vista que a proporção de quilomícrons e proteínas no volume de diurese pode deixar a urina ligeiramente turva.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirANTIBIÓTICOS BETA-AGONITAS
São indicados no tratamente de asma e de doença pulmonar obstrutiva crônica. Seu mecanismo de ação inclui relaxamento das musculatura das vias respiratórias, isso ajuda a diminuir o sintoma de sibilância e falta de ar. Não é usado para as crises súbitas de falta de ar.
Fonte: Alerta SNVS/Anvisa/GFARM nº 2, de 24 de fevereiro de 2010
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirNÍVEL DE IgE
O nível de IgE é proporcional a extensão e gravidade de casos de alergia. Portanto, asma deve refletir um alto nível de IgE. Porém outros fatores como: parasitoses, infecções e tabagismo, podem elevar a IgE, ela não deve ser sempre associada a processos alérgicos.
Para Hamilton e Adkinson, valores superiores a 333 kU/L estão consistentemente associados à presença de atopia (alergia).
Em indivíduos não alérgicos na faixa etária de 25-29 anos o valor normal e cerca de 30UI/mL, já em paciente alérgicos esse valor é de cerca de 300UI/mL.
IgE sérica total em atópicos e não-atópicos na cidade de
Porto Alegre
Fonte: http://www.scielo.br/pdf/ramb/v46n2/2835.pdf
Caros Colegas,
ResponderExcluirDesde já, peço desculpas pelo não comparecimento ao fechamento do último caso e abertura deste. Eu até estive na faculdade no dia a abertura às 7h30 da segunda feira, no entanto, a discussão só começou às 8h30. Neste horário eu tive que me ausentar da discussão, pois iria realizar um ato público contra a abertura da faculdade de medicina da Maurício de Nassau e a utilização do HUOC como campo de práticas pela mesma. Com relação a este assunto, podem ficar tranquilos, tivemos (eu e alguns membros do D.A. Josué) uma conversa com o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, que garantiu a inviabilidade de abrir tal faculdade neste contexto.
Como não estive presente na abertura do caso, não li o mesmo. Peço para que os coordenadores deste caso, ou alguem que tenha em mão o caso, o coloque no blog.
Agradeço a compreensão de todos,
Pedro Ivo S. Padilha
Caro Pedro Ivo,
ResponderExcluirDesculpe-me por não ter colocado o caso, falha minha.
Aqui vai:
Um homem de 29 anos de idade, criador de suínos, proveniente de Belém e em viagem de negócios foi atendido no HUOC com história de 2 meses de tosse noturna e sibilos ocasionais com dipnéia. Ele havia chegado ao Recife há oito meses antes do início dos sintomas. Ele também relatou uma perda de peso de 2kg durante os últimos seis meses, informou que sentia-se febril em algumas ocasiões, mas não tinha tido calafrios. Ainda informou que estava preocupado pois observou que, quando urinava, principalmente após as refeições, sua urina tinha um aspecto leitoso. Um amigo médico pediu que ele fosse avaliado por um colega do HUOC, nesse momento ele estava recebendo antibióticos e beta-agonistas inalados por suposto diagnostivo de asma. A história médica passada era, em geral normal.O exame físico revelou sibilância basilar bilateral. As investigações iniciais de laboratório revelaram contagem de eosinófilos de 5.680/mL e IgE de 381 IU/mL. O teste de função pulmonar revelou restrição leve e diminuição da capacidade de difusão.
Termos Desconhecidos:
ResponderExcluirSibilância Basilar Lateral:
“Basilar Lateral” refere-se a uma região do pulmão. A traquéia se bifurca em brônquios principais direito e esquerdo. Os brônquios principais se dividem em brônquios lobares (secundários), dois á esquerde e três à direita. Os brônquios lobares são divididos em brônquios segmentares (terciários), dando uma ideia de raiz. Basilar lateral é uma destas subdivisões terciárias. O Keith Moore (páginas 115 e 116) traz com clareza estas subdivisões.
Sibilo refere-se a um ruído agudo encontrado na ausculta pulmonar, semelhante a um assobio ou chiado. O mecanismo fisiopatológico do sibilo é o estreitamento das vias aéreas quase ao ponto de se fecharem. Durante a passagem do ar, as paredes do local estreitado vibram produzindo o ruído. Quanto maior a velocidade da passagem do ar, mais agudo será o som produzido. As principais causas de sibilo são: broncoespasmo, edema de mucosa, grande quantidade de secreção e compressão dinâmica das vias respiratórias.
Relacionando com o caso, é possível que a sibilância seja ocasionada por obstrução parcial das vias respiratórias por algum verme de ciclo pulmonar.
Referências Bibliográficas:
MOORE, Keith L.. Anatomia Orientada para a Prática Clínica. 5ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
PORTO, Celmo Celeno. Exame clínico: bases para a prática médica. 5. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara, 2004.
Priscila, muito obrigado por postar o caso.
Pedro Ivo S. Padilha
NATALIA DINIZ
ResponderExcluirAcrescentando a o comentário de Pâmela sobre a filariose e quilúria ,de acordo com o guia de vigilância epidemiológica e eliminação da Filariose linfática de 2009, nas Américas, o Brasil é um país com foco de transmissão ativa. No guia cita-se também que Belém do Pará e Maceió eram recentemente focos ativos mas que tiveram interrupção da transmissão da parasitose. Em compensação é detectada transmissão ativa somente em Recife e suas cidades da região metropolitana que é para onde o criador de suínos viajou. A quiluria como já foi citado resulta da ruptura de vasos linfaticos dilatados com extravasamento da linfa; Como ha perda proteica, isso é associado a fraqueza e perda de peso. A quilúria também pode ocorrer alem do que pamela citou por gravidez e tumores neoplásicos.
Encontrei um artigo muito interessante e completo, falando sobre as doenças transmitidas por suínos. Ele extenso, mas é bem didático. Selecionei as partes mais importantes.
ResponderExcluirAté o momento existem mais de 40 zoonoses relatadas envolvendo suínos, sendo algumas de etiologia bacterianas ou viral e outras parasitárias. No primeiro grupo estão a meningite estreptocócica, influenza, micobacterioses, brucelose, erisipela, leptospirose e salmonelose. As parasitárias incluem a triquinelose, tungíase, toxoplasmose e cisticercose. Existem outras zoonoses de importância relativamente menor no nosso meio, como as causadas por Bacillus anthracis, Clostridium perfringens, Cytomegalovirus, Pasteurella multocida, Brachyspira pilosicoli, Staphylococcus spp. e Yersinia spp.
Meningite Estrepocócica
No homem, a meningite estreptocócica é considerada uma doença profissional, atingindo, geralmente, pessoas que trabalham em contato direto com suínos (veterinários, produtores, açougueiros, trabalhadores de frigoríficos). As manifestações mais comuns em humanos são a meningite, seguida por septicemia e endocardite.
Influenza Suína
A influenza, também conhecida como gripe suína, é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, que é causada por um vírus da família Orthomyxoviridae do tipo A. pessoas em contato com suínos podem infectar-se com SIV.
Micobacterioses
são infecções que provocam lesões granulomatosas, localizadas principalmente, nos linfonodos mesentéricos e da cabeça.A infecção causada pelo complexo Mycobacterium avium, tem interesse especial devido ao aumento de isolamento deste agente em pacientes infectados com o vírus HIV. Nestes pacientes, pode causar uma enfermidade pulmonar crônica, linfadenite e disseminação hematógena, podendo afetar outros tecidos
Brucelose
O homem se contamina através do contato direto com animais infectados ou indiretamente, através da ingestão de produtos de origem animal ou, mais raramente, por inalação de aerossóis. A brucelose suína tem um risco proporcionalmente maior que a brucelose bovina, pois apresenta um maior grau de patogenicidade para humanos. É uma enfermidade septicêmica, que começa de forma brusca, manifestando-se com febre contínua ou intermitente, com calafrios e suadores. Cursa com sintomatologia nervosa, como irritação, nervosismo e depressão. Os sintomas mais comuns em humanos são insônia, impotência sexual, constipação, anorexia e dores generalizadas.
Erisipela
ResponderExcluirA erisipela, também conhecida como ruiva, é uma enfermidade do tipo hemorrágica, causada pela bactéria Erysipelothrix rhusiopathiae, um bacilo gram-positivo, que provoca septicemia aguda ou subaguda e lesões crônicas proliferativas. A penetração do agente ocorre pela ingestão de alimentos ou água contaminados, bem como através de ferimentos na pele. Em humanos, E. rhusiopathiae causa o erisipelóide, uma lesão eritematosa e edematosa de pele, localizada, ocorrendo geralmente nas mãos e dedos, podendo haver inflamação nas articulações da região.
Leptospirose
A leptospirose é uma importante zoonose ocupacional, especialmente para produtores e pessoas que trabalham diretamente no abate de suínos. Durante o período de leptospiremia, o humano apresenta febre, mialgias, conjuntivite, rigidez da nuca, náusea e vômito. Podem ser observadas petéquias na pele, hemorragias gastrointestinais, hepatomegalia e icterícia.
Salmonelose
A Salmonella sp. é uma enterobactéria encontrada em diferentes espécies animais. A salmonelose é, provavelmente, a zoonose mais difundida no mundo, sendo importante por promover toxinfecções alimentares em humanos, mediadas por produtos de origem animal. Os produtos de origem suína são considerados importantes fontes de infecção de salmonela para humanos. A infecção por salmonela causa uma infecção intestinal, que se caracteriza por um período de incubação de 8 a 48 horas depois da ingestão do alimento. Os sintomas mais comuns são dores abdominais, náuseas, vômitos e diarréia.
TRIQUINELOSE
A triquinelose é uma doença parasitária causada por um nematódeo, a Trichinella spiralis. A transmissão para humanos ocorre, obrigatoriamente, pela ingestão da carne crua ou mal cozida contendo larvas encistadas, que após a ingestão (4 a 6 dias) se transformam em vermes adultos no intestino do hospedeiro. As larvas liberadas pelas fêmeas atravessam a mucosa intestinal e, pela circulação, atingem, especialmente, os músculos estriados. Nesse local, tornam-se larvas infectivas maduras e após três semanas se encistam. Os vermes adultos presentes no intestino morrem e são eliminados.
A doença afeta o homem, causando uma síndrome intestinal (gastroenterite inespecífica) e, após iniciada a invasão muscular, causa edema nas pálpebras superiores, mialgias, febre e calafrios. Pode haver uma forma generalizada grave, que cursa com sintomas respiratórios e neurológicos.
Tungíase
ResponderExcluirA tungíase é uma ectoparasitose causada pela Tunga penetrans, um inseto hematófago pertencente à família Tungidae, conhecida popularmente como "bicho do pé". O homem adquire o parasita ao caminhar descalço em áreas contaminadas, podendo atuar como vetor. O parasita penetra na epiderme humana, preferencialmente na planta dos pés, ponta dos dedos e espaço interdigital, porém pode alojar-se em qualquer parte exposta do corpo. Ao penetrar, o parasita produz um prurido persistente, posteriormente ocasiona uma tumefação dos tecidos circundantes e dor localizada. A pele que recobre o parasita se ulcera e, com freqüência, ocorrem infecções secundárias purulentas.
Toxoplasmose
A toxoplasmose é causada pelo Toxoplasma gondii. No homem, a infecção em geral é subclínica. A toxoplasmose pode ser congênita ou adquirida, sendo que a primeira é a mais grave. A toxoplasmose congênita inicia com uma parasitemia, passando a uma infecção generalizada que pode provocar aborto ou nascimento prematuro. Alguns bebês manifestam encefalite nos primeiros dias após o nascimento. A toxoplasmose adquirida geralmente é menos grave. Possui manifestações variadas, sendo que a forma mais comum é uma linfadenopatia, acompanhada ou não de febre. Em geral o paciente recupera-se espontaneamente. A forma mais grave causa febre, erupção máculo-papular, mialgias, pneumonia, miocardite, miosite e meningoencefalite. Esta forma tem sido observada com maior freqüência em pacientes imunodeprimidos, sendo rara nos demais grupos infectados. Por outro lado, a forma ocular da toxoplasmose pode atingir índices muito elevados em algumas regiões geográficas, caracterizando-se por retinites progressivas que podem levar à cegueira.
Cisticercose
ResponderExcluirEsta infecção do suíno é causada pela Taenia solium. Uma crescente incidência de cisticercose no Brasil tem sido observada, o mesmo fenômeno tem ocorrido em todo o mundo. Nos Estados Unidos era uma enfermidade rara 15 anos atrás, hoje, é a parasitose mais freqüente do sistema nervoso.
O homem é o hospedeiro definitivo da T. solium, albergando o parasita adulto no intestino, que libera proglotes grávidos nas fezes. A ingestão dos proglotes, contendo ovos, pelo suíno (hospedeiro intermediário) é que dá origem à infecção. No intestino do animal, os ovos são rompidos e as larvas liberadas migram nos tecidos musculares, fixando-se no tecido conjuntivo intermuscular, onde são envolvidas por uma cápsula adventícia, fechando o ciclo do parasita.
Ao comer carne crua ou mal passada dos suínos, que contenha os cisticercos, o homem passa a desenvolver a doença chamada Teníase, também conhecida por "solitária", porque geralmente é causada por uma tênia só. A teníase é uma doença que muitas vezes passa desapercebida. Em alguns casos pode haver vômitos, mal-estar gástrico e gases, que são sintomas comuns a outras enfermidades. Três meses após a ingestão do cisticerco, a tênia já localizada no intestino delgado do homem, começa a soltar proglotes com ovos que são eliminados nas fezes completando o ciclo do parasita. No meio ambiente, estes ovos, dependendo da temperatura e umidade, podem continuar viáveis por até 300 dias. A tênia pode viver por mais de 8 anos no intestino do homem, contaminando o meio ambiente onde caírem as suas fezes. As fezes se ressecam com o sol, os ovos ficam mais leves que o pó e são levados pelo vento a grandes distâncias. Dessa forma contamina as pastagens, hortas ou rios e lagoas, cujas águas podem ser utilizadas para beber ou irrigar plantações. O homem com teníase pode se autocontaminar com os ovos, ao não fazer corretamente a higiene após evacuar e levar a mão à boca, ou praticando o sexo oral, já que os ovos podem permanecer na região perianal. Nestes casos o humano desenvolverá a cisticercose, pois atuará como hospedeiro intermediário.
Na cisticercose, os ovos, após ingeridos, vão para o estômago e o intestino delgado, onde os sucos gástricos e pancreáticos dissolvem a sua camada superficial, liberando os embriões. Estes se fixam nas vilosidades intestinais, onde permanecem por 4 dias. A seguir, perfuram a parede intestinal e caem nos vasos sangüíneos, sendo distribuídos pelo corpo todo. No humano, a grande maioria fixa-se no cérebro, causando a chamada neurocisticercose. É a forma mais grave, pois causa crises convulsivas, hipertensão craniana (dores de cabeça, vômitos, etc.) e hidrocefalia. Outras localizações além do sistema nervoso são o coração, olhos e músculo, sendo estas as mais comuns em suínos, não causando sintomas importantes.
Referência:
Ana Maria Jung Vargas, Fernando Bortolozzo, Ivo Wentz e Marisa Cardoso - A importância dos Suínos na transmissão das Zoonoses. http://www.suinoculturaemfoco.com.br/fd/
Estudos revelam que os vermes que tem ciclo pulmonar, como Ascaris lumbricoides (que causa a Ascaridíase, e, conhecidas como “lombrigas”), Ancilostoma (conhecida popularmente como“amarelão”), e, Strongiloides (causando a Estrongiloidíase) podem provocar ou agravar crises alérgicas, principalmente pulmonares causando tosse, broncoespasmo, e, dispnéia (dificuldade em respirar).
ResponderExcluirNos quadros de estrongiloidíase grave (hiperinfecção), por exemplo, pode ser observada na
radiografia de tórax até a cavitação (cavidade no pulmão).
No estágio larvário, Ascaris lumbricoides ,na sua passagem pelos pulmões,
pode provocar, infecções moderadas que por vezes podem evoluir causando tosse, febre,
dispnéia, dor torácica, roncos, e sibilos.
Resumo do ciclo da Ascaris lumbricoides (“lombrigas”) no organismo humano:
Ovos embrionados (ingestão)-> Intestino delgado: eclosão -> larva (aeróbia)->
Vasos sanguíneos e linfáticos -> Fígado -> Coração -> Pulmão -> Traquéia e laringe (deglutição)-> Estômago -> Intestino (jejuno e íleo)-> Ovos -> Fezes.
Referência:
Asma X Verminoses
Prof. Edilberto Antonio Souza de Oliveira
É interessante notar que o Ascaris passará pelos vasos linfáticos, será que essa sua passagem não pode ocasionar a ruptura de vasos linfáticos e promover a quilúria como Pamela postou?
A Ancilostomose é uma helmintíase que pode ser causada tanto pelo Ancylostoma duodenale como
ResponderExcluirpelo Necatur americanus, Ancylostoma braziliensis, Ancylostoma canimum, e, Ancylostoma ceylanicum. Quando os indivíduos andam descalços nestas áreas, as larvas filarióides penetram na pele, migram
para os capilares linfáticos da derme e, em seguida, passam para os capilares sangüíneos, sendo levadas pela circulação até o coração e, finalmente, aos pulmões. Nos pulmões podem provocar tosse, e, pneumonia eosinofílica também conhecida como Síndrome de Loeffler onde ocorre infiltrados pulmonares com eosinofilia (aumento dos eosinófilos na corrente sangüínea).
Depois, perfuram os capilares pulmonares, e, as paredes dos alvéolos, migrando pelos bronquíolos e chegam à faringe. Em seguida, descem pelo esôfago e alcançam o intestino delgado, onde se tornam adultas.
NATALIA DINIZ
ResponderExcluirA larva do Ascaris lumbricóides quando livre no TGI , penetra ativamente pela mucosa do ceco atingindo a circulação venosa e desta chegando aos pulmões9(ciclo indireto ou pulmonar). O ciclo direto é aquele em que a larva não deixa a luz intestinal.A passagem das larvas pelo pulmão geralmente é assintomática mas pode gerar uma pneumonite de hipersensibilidade que manifesta – se com tosse irritativa, dispnéia, broncoespamo e eosinofilia. Esse quadro é conhecido como síndrome de Löefler.
http://www.cives.ufrj.br/informes/helmintos/hel-0ya.pdf
NATALIA DINIZ
ResponderExcluirA EPT( eosinofilia pulmonar tropical) caracteriza-se clinicamente por uma peculiar bronquite asmatiforme (crise de tosse noturna não produtiva ou acesso de asma brônquica), que ocorre em áreas endêmicas de filariose. A EPT está sempre acompanhada por eosinofilia elevada. Outros helmintos como Ascaris lumbricoides podem induzir síndrome pulmonar com eosinofilia.
Artigo de MARIA ELIETE PINHEIRO
AVALIAÇÃO RENAL DE PACIENTES PORTADORES DE FILARIOSE
BANCROFTIANA
NATALIA DINIZ
ResponderExcluirB- adrenégicos.
Os receptores beta são receptores pós-sinápticos da adrenalina que estão em diversas partes do corpo.Existem 3 tipos beta 1, 2 e 3.A ativação dos receptores adrenérgicos beta-2 inibe a contração(induz o relaxamento) do músculo liso brônquico.São broncodilatadores.
Os de longa duração são aconselhados com a terapêutica com corticosteróides ou como tratamento regular em asma de grau ligeiro a moderado e com sintomas noturnos.Os de curta duração são utilizados em crise agudas de asma.
Os 2-agonistas de longa duração são capazes de produzir broncodilatação de intensidade semelhante aos anticolinérgicos.Não são antibióticos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Receptores_betaa lisa bronquial. Existem três tipos a saber: beta-1, beta-2 e beta-3; http://www.infarmed.pt; http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-35862000000300005&script=sci_arttext
Completando comentário de Pamela
ResponderExcluirA elevaçào de níveis séricos de IgE é devido a possível Asma ou à infecção de um possível parasita?
Na contagem geral, eosinófilos e níveis séricos de IgE total são elevados em doenças alérgica. No entanto, outros fatores têm um impacto sobre os níveis totais de IgE, como uma infecção crônica parasitária, principalmente por geohelmintos, que estimulam a produção de IgE policlona. Isso pode ser determinada por exame parasitológico de fezes e pela medição dos níveis de IgE anti-áscaris, que são importantes para a prática clínica diária.
Foi observado que a síntese de IgE policlonal pelos helmintos intestinais pode reduzir a reatividade alérgica em populações com altas taxas de infecção parasitária, o que representa uma possível explicação para a hipótese da higiene em doenças alérgica. Possivelmente essa elevada taxa de IgE (381 UI/ml), acima inclusive do pressuposto para alérgicos ( 300 IU/ml) ,como disse Pâmela no seu sexto comentário, deva-se em parte pela presença de alguma parasito e em parte à presença de Asma, não devendo essa ser descartada, podendo até ser a doença primária.
Total IgE level in respiratory allergy: study of patients at high risk for helminthic infection. J. Pediatr. (Rio J.) vol.82 no.4 Porto Alegre July/Aug. 2006.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000500005&tlng=en
Nathália Morais
Respondendo a quinta postagem de Nathalia....
ResponderExcluirCompletando o comentário de Pâmela com a mesma referência:
A quilúria é normalmente classificada como tropical (ou parasitária) e não tropical (ou não parasitária). Normalmente, o termo "tropical" é usado como sinônimo de quilúria determinada pela filariose bancroftiana, que é endêmica em mais de 80 países e acomete cerca de 100 milhões de pessoas.
. Cerca de 80% a 90% da gordura da dieta é absorvida pelos linfáticos lácteos do intestino na forma de quilomícrons, o que confere o aspecto leitoso à linfa e, conseqüentemente, à urina que contém essas partículas após rompimento daquela como já foi exposto.
A porta de entrada dos embriões no sistema excretor urinário, no entanto, pode não se fazer diretamente através da linfa extravasada, mas sim pela contaminação sangüínea da urina. Estes parasitos habitam o sangue! Pode haver a ruptura dos vasos sangüíneos da parede vascular linfática e conseqüente hematúria gerando a coexistência da microhematúria com a quilúria. Assim, as microfilárias, eventualmente presentes na urina quilosa, podem ser originadas de vermes adultos localizados em regiões do corpo distantes do local da fistulização e não por parasitos adultos que porventura habitem os linfáticos nas cercanias da ruptura ou em ducto torácico. Em outras palavras, embora raramente, o paciente pode ser portador de infecção filarial e a sua quilúria ter uma outra causa.
Portanto, Nathália, pode ser que esse paciente tenha a quilúria devido a filariose(ou não, mesmo sendo infectado por esse parasita) e não devido a ascaris se analisarmos apenas esse sintoma clínico. Mas a questão do Ascaris é pertinente.
Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
Nathália Morais
Macroscopicamente, a urina quilosa pode ter um aspecto
ResponderExcluiridêntico ao do leite, ser apenas esbranquiçada ou ser ligeiramente
turva, na dependência da proporção do conteúdo de quilomícrons
e de proteínas em relação ao volume da diurese. Em alguns casos,
na urina coletada pode ser percebida uma camada mais superficial
de gordura. Em outras situações que simulam quilúria, como na
piúria e na fosfatúria, a urina pode, também, apresentar-se com uma
aparência leitosa ou turva. O diagnóstico diferencial com essas
manifestações é feito através da observação, por alguns minutos,
da urina recém-eliminada em um recipiente transparente. Na urina
quilosa, não ocorre a decantação, que permite a formação de um
sobrenadante mais límpido, com um aspecto próprio de urina
normal, enquanto que, tanto na piúria como na fosfatúria, se
identificam, distintamente, um sobrenadante de urina normal e um
depósito ou sedimento, geralmente brancacento. O coágulo
proteináceo pode ser branco/transparente ou branco/opaco e
pode conter hemácias na sua malha de fibrina. Ele pode ser formado,
in vivo, na bexiga, quando o paciente passa períodos de tempo
longos sem urinar, devido, em particular, à pequena ingesta de
líquidos e, ex-vivo, quando a urina quilosa é deixada em repouso8.
Se a hematúria for macroscópica e intensa, a cor branca ou o aspecto
brancacento da urina pode ser mascarado. No entanto, caso não ocorra hemólise importante, poderá se visualizar o aspecto que
caracteriza a urina quilosa. Independentemente da etiologia, o
diagnóstico de quilúria é confirmado pela identificação de linfócitos
e não de lipídios, uma vez que lipidúria pode ter outras etiologias,
como a síndrome nefrótica, por exemplo9. Vale ressaltar que na
dependência do grau de degeneração ex-vivo dos linfócitos, os
mesmos podem ser confundidos com piócitos e, desta forma,
levantar falsa suspeita de infecção do trato urinário específica
(tuberculose renal) ou inespecífica.
COMENTARIOS SOBRE SIBILOS:
ResponderExcluirNomes alternativos:
ruído sibilante
Definição:
Som semelhante a um assobio agudo, produzido pelo ar que flui por vias respiratórias estreitadas. Estertores são sons respiratórios anormais ouvidos por meio de um estetoscópio. Roncos são sons respiratórios anormais ouvidos com esse aparelho e que se assemelham aos ruídos do ronco noturno. Veja também sons respiratórios anormais.
Considerações gerais:
A importância clínica do sibilo reside no fato de ele ser um indicador de dificuldade respiratória. Numa criança com infecção respiratória esse sinal pode ocorrer antes que a falta de ar seja percebida.
O sibilo é mais evidente na expiração, embora também possa aparecer na inspiração e expiração.
Esse sinal tem origem nos tubos brônquicos (canais respiratórios profundos localizados no tórax), ao contrário dos sons da tosse do crupe, da coqueluche e aqueles emitidos pelo bebê, provenientes da traquéia e da laringe (caixa de voz situada no pescoço).
Causas comuns:
asma
bronquiectasia
bronquiolite
bronquite
doença do refluxo gastroesofágico
infecção viral, especialmente em crianças menores de 2 anos
pneumonia
enfisema (DPOC), especialmente quando associada a uma infecção respiratória
tabagismo
picadas de insetos que provoquem uma reação alérgica
medicamentos - muitos asmáticos manifestam sibilos após a ingestão de aspirina
inalação de substância estranha para o interior dos pulmões
rinite alérgica
alergias (incluindo as de natureza alimentar)
tuberculose (TB)
Obs.: pode haver outras causas para o sibilo. Esta lista não menciona todas elas e sua apresentação não está em ordem de probabilidade. As causas deste sintoma podem incluir, indiferentemente, doenças e medicamentos. Além disso, essas causas podem variar com base na idade e sexo da pessoa afetada, assim como nas características específicas do sintoma como: localização, qualidade, duração, fatores agravantes, fatores de alívio e queixas associadas. Utilize a opção Análise de Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência do sibilo, seja isolado ou combinado com outros problemas.
Nomes alternativos:
ResponderExcluirruído sibilante
Definição:
Som semelhante a um assobio agudo, produzido pelo ar que flui por vias respiratórias estreitadas. Estertores são sons respiratórios anormais ouvidos por meio de um estetoscópio. Roncos são sons respiratórios anormais ouvidos com esse aparelho e que se assemelham aos ruídos do ronco noturno. Veja também sons respiratórios anormais.
Considerações gerais:
A importância clínica do sibilo reside no fato de ele ser um indicador de dificuldade respiratória. Numa criança com infecção respiratória esse sinal pode ocorrer antes que a falta de ar seja percebida.
O sibilo é mais evidente na expiração, embora também possa aparecer na inspiração e expiração.
Esse sinal tem origem nos tubos brônquicos (canais respiratórios profundos localizados no tórax), ao contrário dos sons da tosse do crupe, da coqueluche e aqueles emitidos pelo bebê, provenientes da traquéia e da laringe (caixa de voz situada no pescoço).
Causas comuns:
asma
bronquiectasia
bronquiolite
bronquite
doença do refluxo gastroesofágico
infecção viral, especialmente em crianças menores de 2 anos
pneumonia
enfisema (DPOC), especialmente quando associada a uma infecção respiratória
tabagismo
picadas de insetos que provoquem uma reação alérgica
medicamentos - muitos asmáticos manifestam sibilos após a ingestão de aspirina
inalação de substância estranha para o interior dos pulmões
rinite alérgica
alergias (incluindo as de natureza alimentar)
tuberculose (TB)
Obs.: pode haver outras causas para o sibilo. Esta lista não menciona todas elas e sua apresentação não está em ordem de probabilidade. As causas deste sintoma podem incluir, indiferentemente, doenças e medicamentos. Além disso, essas causas podem variar com base na idade e sexo da pessoa afetada, assim como nas características específicas do sintoma como: localização, qualidade, duração, fatores agravantes, fatores de alívio e queixas associadas. Utilize a opção Análise de Sintomas para explorar as explicações possíveis para a ocorrência do sibilo, seja isolado ou combinado com outros problemas.
Bibliografia:
ResponderExcluirRevista da Associação Médica brasileira - Chyluria - Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007. doi: 10.1590/S0104-42302007000500025. ARTIGO DE REVISÃO. Quilúria. Chyluria
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - Principal
www.sbpt.org.br
Nas infecções parasitárias, o aumento das concentra-
ResponderExcluirções de IgE ocorre durante as fases metazoárias, com
aparente associação entre níveis crescentes de invasão do
tecido e níveis crescentes de IgE. Os parasitas mais comuns
associados com o aumento dos níveis de IgE incluem a larva
migrans visceral (Toxocara canis), capilar
íase intestinal (Capillaria philippinensis),
esquistossomose, ancilostom
íase e equinococose.
O aumento nas concentrações de
IgE resulta da produção tanto de IgE
específica aos parasitas quanto de IgE
inespecífica. Um mecanismo proposto
para explicar o aumento nos níveis
totais de IgE é a secreção, por parasitas, de fatores que
estimulam a produção de IL-4, levando ao aumento dos
níveis de IgE. Não está claro se o aumento na produção
de IL-4 também pode promover a produção de IgE especí-
fica contra alérgenos comuns, porém é concebível que isso
possa ocorrer, pelo menos em alguns pacientes. Quando a
doença parasitária intestinal é tratada com sucesso por
meio de drogas antiparasitas, observou-se que os níveis
séricos de IgE diminuem consideravelmente com o tempo.
Contudo, quando anticorpos IgE antiparasita coexistem
com anticorpos IgE antialergênicos, o efeito da diminui-
ção nos níveis de IgE antiparasita e IgE total sobre as
manifestações da alergia respiratória é variável e ainda
controverso.
Referência bibliográfica:
ResponderExcluirwww.scielo.br/pdf/jped/v82n4/v82n4a01.pdf
PAMELA DE ROOY
ResponderExcluirSabendo que o valor normal para leucocitos é entre 5.000 e 10.000 sendo 60 à 65% de neutrófilos observa-se que no paciente esse valor esta acima do normal, caracterizando eosinofilia.
http://www.fcf.usp.br/Ensino/Graduacao/Disciplinas/Exclusivo/Inserir/Anexos/LinkAnexos/C%C3%A9lulas%20sangu%C3%ADneas.pdf
Li em outro artigo que eosinofilia é característico de parasitoses, não só as intestinais,na realidade essa relação é até mais evidente com parasitoses não intestinais.
Esse artigo faz uma média de quanto deve-se aumentar em relação ao tipo de parasitose:
1. Ascaridíase: 5 à 33& dependendo do estudo
2. Amebíase: bem elevado
3. Estrogiloidíase: 10 à 60%
4. Tricocefalose: até 8%
5. Oxiuríase: 4 à 16%
6. Teníase: 10 à 34%
7. Ancilostomíase: 5 à 72%
Infelizmente acho que esses dados não ajudam muito já que a variação da taxa normal é bem ampla, e a variação de acordo com as parasitoses.
Mas, é interessante.
http://iah.iec.pa.gov.br/iah/fulltext/memo_iec/v7p263-272.pdf
NATHÁLIA JESSIKA DA SILVA MELO
ResponderExcluirOs exames de rotina e a quilúria
Achei legal saber quais exames solicitar em casos de paciente com quilúria.
Primeiramente temos o sumário de urina como exame de tiragem é nele pode-se evidenciar um grande número de células mononucleares (linfócitos), hematúria e a constante presença de proteinúria. Temos ainda a proteinúria de 24h como um exame complementar importante, para dimensionar a perda protéica, entre outros motivos. Apesar da quilúria, isoladamente, não ser acompanhada de alteração da função renal, um clearence de creatinina deve constar do protocolo de investigação. A associação desta manifestação com um clearance alterado deve servir de alerta para a necessidade de uma investigação adicional de outras doenças associadas.
Além disso, a ultra-sonografia do abdome total também deve fazer parte da investigação de triagem no portador de quilúria. É importante solicitar a pesquisa de microfilária, quando negativo podemos solicitar a ultra-sonografia do conteúdo escrotal (para avaliar a bancroftose). É importante notar que a ultra-sonografia tem se mostrado um exame importante no diagnóstico de algumas infecções, permitindo, algumas vezes, a visualização dos vermes adultos vivos de W.bancrofti, o que ficou conhecido pelo "Sinal da Dança da Filária" ou SDF. A realização de outros exames adicionais depende de aspectos epidemiológicos, dados da anamnese e achados do exame físico.
FONTE:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext&tlng=en
NATHÁLIA JESSIKA DA SILVA MELO
ResponderExcluirSeguindo o raciocínio da filariose...
Em áreas endêmicas o diagnóstico clínico de Filariose Linfática, relaciona febre associada à adenolinfangite, alteração pulmonar, eosinofilia e altos níveis de IgE, quando o paciente apresenta tais fatores podemos começar a pensar em EPT (eosinofilia pulmonar tropical-como já foi citado por Diniz), que nada mais é do que uma resposta imunológica aos antígenos filarias, que pode levar ao aparecimento de abscessos eosinofílicos com microfilárias e posterior aparecimento de fibrose intersticial crônica nos pulmões, comprometendo a função do órgão.
No nosso caso o paciente informou que se sentia febril em algumas ocasiões e, além disso, ele apresenta eosinofilia, aumento do nível de IgE e alterações pulmonares, fatos que fortalecem a suspeita clínica de uma Filariose Linfática.
FONTE: Parasitologia Humana - Neves
AVISO: Nathálias da 93, por favor coloquem mais de um nome para não confundir... Afinal, somos muitas. Hehehehe.
ResponderExcluirAtenciosamente,
Nathália Jessika
NATHÁLIA JESSIKA DA SILVA MELO
ResponderExcluirEm relação ao diagnóstico laboratorial da Filariose Linfática:
O melhor método é pesquisa de microfilárias no sangue periférico, coletando à noite (22 as 02 horas) devido a periodicidade das microfilárias. As técnicas são: Gota espessa, método de Knott, filtração em membrana de policarbonato de 5 micra, coloração pelo Giemsa.
Os testes sorológicos para pesquisa de anticorpos não são adequados para bancroftose, pois não permitem distinguir indivíduos parasitados daqueles já curados ou aqueles não-infectados, mas constantemente expostos a antígenos do parasito na área endêmica, além disso, pode ocorrer uma reação cruzada com os anticorpos no soro de pacientes infectados com outros helmintos. Sendo assim, a detecção de anticorpos circulantes não é recomendada para o diagnóstico da bancroftose, sendo substituída pela pesquisa de antígenos circulantes de Wuchereria bancrofti, geralmente utiliza-se para pesquisa de antígenos a técnica ELISA. Uma vantagem da detecção de antígenos é que, como seus níveis permanecem constantes na circulação, o sangue para o diagnóstico pode ser colhido durante o dia. Temos ainda a avaliação pela PCR e o uso da ultra-sonografia.
FONTE:
Parasitologia Humana - Neves
http://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&id=00008801&lng=pt&nrm=iso
NATHÁLIA JESSIKA DA SILVA MELO
ResponderExcluirA periodicidade
Uma característica peculiar do parasito da filariose é a periodicidade noturna de suas microfilárias (forma que também é conhecida como embrião) no sangue periférico do hospedeiro humano; durante o dia, essas formas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões, e, durante a noite, aparecem no sangue periférico, apresentando o pico da microfilaremia em tomo da meia-noite, decrescendo novamente no final da madrugada. Por isso que a pesquisa de microfilárias no sangue periférico é feita preferencialmente à noite.
FONTE:
Parasitologia Humana - Neves
NATHÁLIA JESSIKA DA SILVA MELO
ResponderExcluirPessoal, eu estou achando que a quilúria do paciente não está relacionada com a Filariose linfatica. No Neves diz que a quilúria é uma manifestação crônica da parasitose que aparece anos após o inicio dos ataques agudos, no caso o paciente não apresenta nenhuma outra manifestação que indique doença crônica. Eu acredito que o ponto chave está na eosinofilia, que pode refletir o quadro de EPT. A EPT é uma síndrome caracterizada por sintomas de asma brônquica (é o que temos no paciente). Como um dos objetivos é traçar hipóteses diagnósticas... Tá ai a minha
FONTE:
Parasitologia Humana - Neves
NATHÁLIA JESSIKA DA SILVA MELO
ResponderExcluirResumo sobre a sintomatologia e patogenia da Filariose Linfática:
- Reacões inflamatórias, com granuloma ao redor dos parasitas.
- Ação mecânica, pela presença do verme no vaso linfático, levando a
linfangiectasia (dilatação dos vasos linfáticos).
- Ação irritativa, pelos produtos do metabolismo do verme, levando a
linfangite (inflamação dos vasos) e linfadenite.
- Sequência de eventos da elefantíase: linfangite, linfangiectasia, edema
linfático, esclerose da derme, hipertrofia da epiderme e aumento do
volume do órgão.
- Pode ocorrer também linforréia (derramamento de linfa), quilúria, varizes linfáticas, náuseas, febre e dor no corpo.
FONTE:
Parasitologia Humana - Neves
Complementando os comentários sobre quilúria:
ResponderExcluirA primeira teoria que explica essa alteração foi estabelecida por Prout em 1841. Ele sugeriu que os elementos lipídicos escapariam do fluxo sanguíneo via excreção renal (teoria secretória). Estudos posteriores hipotetizaram a chamada teoria obstrutiva na qual ocorreria obstrução dos vasos linfáticos entre a drenagem intestinal e o ducto torácico. Dessa forma, haveria estase com ectasia, que por sua vez aumentaria a pressão intraluminal com desvio para os linfáticos renais. Essa condição clínica pode ser assintomática ou estar associada hematúria, disúria e ruptura de vasos sanguíneos. A quilúria excessivamente prolongada pode levar a deficiência de IgG e IgA contribuindo para sérios danos imunológicos.
Gulati S, et AL. Chyluria with proteinuria or filarial nephropathy? An enigma; Parasitology International [Lancet, The] 56 (2007) 251–254
Corroborando o comentário de Natália Diniz e Jéssica sobre EPT:
ResponderExcluiré a única forma clínica de bancroftose que cursa com eosinofilia periférica, cujos níveis estão geralmente acima de 2500-3000/mm cúbico, podendo chegar a 60000. Sendo assim a pesquisa de microfilária é consistentemente negativa mesmo ao analisar-se volumes maiores de sangue. Nesse contexto, a EPT é conhecida como "filariose oculta". O teste da gota espessa daria negativo então???
Filgueira N. A.[et. Al]., Condutas em Clínica Médica; 3ª edição: Medsi - cap49, pg 741 - 2004
Pessoal vejam aí um dos últimos trabalhos da Drª Gerusa Dreyer (... filária dancing!!!) sobre a elefantíase:
ResponderExcluirO paradigma de que o estágio adulto da Wuchereria bancrofti causava a obstrução do vaso linfático e desencadeava uma reação imunológica inevitável em indivíduos predispostos, provocando a elefantíase, foi substituído pela esperança de que ser infectado não mais significa, necessariamente, ser um potencial portador da forma mais deformante da disfunção linfática. A infecção bacteriana secundária de repetição (semelhante clinicamente à erisipela) é hoje reconhecida como o fator mais importante para a instalação e a progressão do linfedema crônico, nos indivíduos que vivem em áreas endêmicas de filariose linfática. Evitar ou minimizar os episódios agudos bacterianos é um processo factível para a maioria dos habitantes das comunidades endêmicas, através do uso regular de água e sabão: a forma mais simples de higiene já conhecida pelo ser humano.
Mudanças de paradigmas na filariose bancroftiana/ Paradigm shift in bancroftian filariasis; Dreyer, Gerusa [et. al.], Rev Assoc Med Bras; 55(3): 355-362, 2009.
Murilo, achei um vídeo de um ultrassom que mostra as "filárias dançando"!
ResponderExcluirMuito interessante, deem uma olhada!
link: http://www.youtube.com/watch?v=ZYzpJQYxNRo
Complementando um comentário de Pamela.
ResponderExcluirO IgE é uma imunoglobulina produzida principalmente nas mucosas do
trato gastrointestinal, do trato respiratório e nos linfonodos. Além de ser causada por asma, alergia, parasitoses, infecções e tabagismo, valores aumentados são encontrados também
em pacientes com mieloma da IgE,
doença celíaca e aspergilose.
http://www.endocenter.com.br/info_compl2.asp?url=109.html
Como durante a discussão do caso muitos acharam interessante a relação de quilúria com tuberculose. Encontrei que "Como há perda protéica, é comum a associação desse
ResponderExcluirquadro com fraqueza e perda de peso. Além da FL, também podem levar ao surgimento
da quilúria: traumatismos, gravidez, tumores neoplásicos, tuberculose e malformações
linfáticas, sendo, portanto, importante fazer o diagnóstico diferencial." Além disso, a tuberculose pode acometer estruturas proximas aos rins ou que possam ocasionar o extravasamento da linfa levando a quilúria.
http://www.amaurycoutinho.org.br/english/publication/82.pdf
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/guia_filariose_web.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ramb/v53n5/a25v53n5.pdf
Bem, como já foi discutido muita coisa, irei fazer uma explanação bem simples da filariose (diagnóstico dado ao caso).
ResponderExcluirMuitos indivíduos são infectados porém nunca desenvolvem sintomas. A doença é diagnosticada quando é detectado a presença de microfilárias no sangue periférico. Outros podem apresentar febre recorrente aguda, astenia (fadiga e debilidade generalizada), mialgias, fotofobia, urticária, pericardite, dor de cabeça e inflamação de nódulos e vasos linfáticos , com ou sem microfilaremia. Os casos crônicos mais graves são de indivíduos que apresentam hidrocele( líquidos no escroto), presença de gordura na urina (quilúria) e elefantíase de membros, mamas e órgãos genitais. Tem ainda casos de eosinofilia tropical, que é uma síndrome que se manifesta por crises de asma, com pneumonia intersticial crônica e ligeira febre recorrente, cujo leucograma registra importante eosinofilia.
A forma de transmissão é pelo mosquito Culex e as microfilárias tem um período de preferência para para circular no sangue periférico (à noite, entre as 22hs e 2 hs).
O período de incubação podem ser surgidas manifestações alérgicas um mês depois da infecção. No entanto, as microfilárias, em geral, aparecem no sangue periférico de 6 a 12 meses após a picada do mosquito.
Já o tratamento recomendado é com a droga dietilcarbamazina (DEC).
fonte: http://www.fiocruz.br/bibcb/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=94&sid=106
Em áreas endêmicas (a exemplo do nosso estado), o conhecimento da situação real em termos de transmissibilidade, principalmente da prevalência e da extensão da endemia, é um parâmetro que deve estar disponível para poder se ter a real situação da doença.
ResponderExcluirA interrupção precoce das campanhas de controle tem sido a principal causa do fracasso no controle da filariose linfática, assim como de muitas outras doenças, principalmente as parasitárias.
Como forma terapêutica, há também um outro microfilaricida para a bancroftose - na qual provoca uma reação sistêmica - é a ivermectina (Iv), que é também um bom antiparasitário no tratamento contra Strongyloides stercoralis, Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermiculares e Larva migrans. Porém, a reação dessa droga é autolimitada, com duração de cerca de 48 horas e só ocorre praticamente na primeira tomada da droga.
Já sobre a DEC, sabe-se que até o momento, é também a única droga a ter efeito comprovado sobre o verme adulto de Wuchereria bancrofti. Entretanto, a DEC tem um efeito microfilaricida menos potente que a Iv.
Por isso, está sendo feito um estudo (inclusive aqui em Recife) para descrever a potencialidade e os efeitos de se fazer um tratamento a partir da combinação da DEC com Iv.
Segundo esse artigo, duas divisões são feitas para ser realizada o controle da filariose:
1.Controle da infecção (transmissibilidade)para reduzir a transmissão da infecção filarial
a) tratar a população humana, o que fará descrescer a microfilaremia;
b) diminuir o contato homem-vetor, usualmente pela redução da densidade de mosquitos transmissores.
2.Controle da doença (morbidade)
Entender a patogenia da doença é o fator mais importante para controlar a infecção secundária da filariose, a elefantíase.
fonte: http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0102-311X1997000300030&script=sci_arttext
As formas de eosinofilia pulmonar podem ser definidas segundo algum ou os 2 desses critérios: infiltrado pulmonar com eosinofilia sanguínea e/ou eosinofilia tissular caracterizada por eosinófilos demonstrados na biópsia pulmonar.
ResponderExcluirSua etiologia pode ser de causa primária (idiopática) ou secundária, como drogas, parasitas, infecções por fungos e micobactérias, irradiação, toxinas, doenças pulmonares difusas, doenças do tecido conectivo e neoplasias.
Em relação aos números, considera-se eosinofilia periférica quando a contagem de eosinófilos está acima de 500 células/mm³ e eosinofilia intensa quando acima de 1.000 células/mm³.
Tem um dado interessante nesse artigo para nosso caso dizendo que em relação à eosinofilia pulmonar na filária não é tão eficiente pelo fato de a exposição geralmente requerer um tempo de residência na área por meses ou anos, e não apenas uma visita de poucos dias ou semanas (o paciente já está um tempo considerável numa área endêmica).
Mostra também que a pneumonia eosinofílica por parasitas ocorre quase sempre durante a migração da fase larvária aos pulmões. O exame parasitológico de fezes é inicialmente negativo, justamente na fase de infiltrado pulmonar, porque nessa fase larvária os vermes ainda não são adultos e não produzem ovos.
fonte: http://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/artigo_detalhes.asp?id=1400
Discutindo um pouco sobre a hipótese da higiene:
ResponderExcluirObserva-se que há uma relação inversa entre a prevalência de doenças alérgicas (asma, riniti, dermatite atópica) e auto-imunes (esclerose múltipla e doença de Chron) e a incidência de doenças infecciosas, fato que é, principalmente, observado em países desenvolvidos. Estudos epidemiológicos revelam que a incidência de doenças alérgicas e auto-imunes obedecem a um padrão no mínimo, interessante: elas decrescem do norte para o sul no hemisfério norte e reciprocamente do sul para o norte no hemisfério sul, ou seja, acompanha o nível socioeconômico da região. Obviamente, fatores ambientais e genéticos estão envolvidos nessa caracterização. Entretanto, o down-regulation entre citocinas Th1 e Th2 parecem estar envolvidas na proteção contra essas doenças. Outro mecanismo relevante é a competição antigênica na qual a resposta imune a um antígeno é diminuída por uma resposta imune concomitante contra um antígeno não relacionado.
Scott T. Weiss, M.D; Eat Dirt — The Hygiene Hypothesis and Allergic Diseases- N Engl J Med 2002; 347:930-931
Técnica Gota Espessa
ResponderExcluirDiagnóstico parasitológico que se baseia na pesquisa de microfilária no sangue periférico no horário já explicitado. A técnica consiste em colher por punção capilar digital um 'gota espessa de sangue (20 a 100 microlitros) fixada, corada (eosina-Giemsa) e analisada em microscopia ótica. Essa técnica possibilita a visualização da bainha, fato que difere a microfilária de W. bancrofti de outros filarídeos sanguíneos. Possui um baixo custo, entretanto tem a desvantagem de possuir uma baixa sensibilidade que impede a sua utilização em situações em que o parasito se mostra com baixa microfilaremia ou amicrofilaremia. Portanto, Murilo, é muito provável que na situação que você colocou a técnica da Gota Espessa possa vir a dar negativa sim.
Nathália Morais
Filariose linfática: Avanços e perspectiva do diagnóstico laboratorial - revisão
ResponderExcluirhttp://www.sbac.org.br/pt/pdfs/rbac/rbac_40_03/03.pdf
desculpem.